O meu Coracao na Vida

Fragmentos do que me compoe criados a partir do momento em que surgiste na minha vida...feito em ti, de ti, por ti...Susana

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Susana

Ainda te respiro desde a última vez. Há poucas horas te deixei, e estou preenchido pela calma de quem ama. Sinto a razão de te amar, sinto o quanto tu encaixas em mim. Ontem foi a constatação de quanto a tua medida é a minha medida, de quanto o teu olhar é o meu olhar. SInto-nos unos, indissociáveis, naturais e fundamentais.

Se tu criaste o momento, agora define-lo como o estado de alma preenchido de coração... cheio. És o meu coração onde ele existe fora de mim. Ontem senti-o bater bem colado ao meu, naquele abraço em que me sentiste tremer...foi o abraço onde parecíamos as tais metades de lua, viradas um para o outro, onde essas duas metades se uniram numa apenas para formar um todo feito de coração e amor.

Recebeste-me ontem com os teus olhos ao fundo do corredor, com o teu abraço no primeiro passo após a porta, com o teu coração quando me tocaste. Ali no corredor quebrei o meu coração apenas para saber, tal e qual ontem disse, estava a regressar a casa. O teu olhar de amor carregado, disse-me que sentiste muito a minha falta...

O resto foram restos de um sonho tornado entretanto na realidade do estado de alma. Amar-te é um privilégio, uma bênção.

Amo-te. Amo-te amor da minha vida, meu Coração na Vida. Amo-te e sei defini-lo. Não é apenas paixão, porque a paixão invade-nos mas é na diferença do que sentimos que se destaca o amor.

como/por que comecei

On Victor Hugo

obs: nullius in verba é meu blog antigo.

O Parto Natural do Nullius in Verba

Cerca de um ano atrás comecei a ler uns livros. Livros que não me eram familiares: até então não havia me aventurado nos campos da não-ficção. Enfim, por alguma razão que não consigo me lembrar, comecei. As peculiaridades de tais obras eram nítidas logo de cara: frases densas, com cada página contendo um mundo inteiro dentro de si. A divergência em relação às minhas experiências anteriores se mostrou tão desmedida que, a única conformidade, ao meu ver, era o código: ambos em língua escrita. Nada mais de afinidades. Na ficção, você é um espectador da história: senta, relaxa, e lê. Então, como um filme, a história se desenvolve à sua frente; tranquilo,passivo. Já em não-ficções, ainda que o autor torne a leitura fluida, sem atrito, a própria natureza do livro te faz tropeçar. Sem um marca-texto, revisões, sem escrever sobre, você tem alguns "insights" durante a leitura, e nada mais. Até porque, -ao menos os que eu escolhi- são constituídos de conceitos complicados e, majoritariamente, originais. Originais significa que sua mente não cruzou com eles, em nenhum ponto de sua existência. Portanto, novas conexões serão criadas. Conexões novas não usadas se perdem: precisam ser entendidas, marteladas, aplicadas;ativo.

Depois de algumas leituras, uns conceitos se entrelaçam em outros, mas, infeliz e obviamente, de forma enevoada. Minha cabeça, então, ficou sobrecarregada de ideias. Ideias, a princípio, desconexas; e, consequentemente, lutando entre si. Luta tão acirrada que começaram a saltar de dentro de mim. Do lado de fora, tomaram formas: frases, textos, compêndios. Então, ele eclodiu. Nullius in Verba nasceu.

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